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Empresas líderes vão além do alinhamento da TI ao negócio, aponta estudo.

As empresas mais inovadoras na adoção de melhores práticas de prestação de serviços de TI – sejam elas desenvolvidos na própria organização ou junto com parceiros – são mais eficazes do que outras na obtenção dos resultados de negócios desejados, de acordo com nova pesquisa divulgada pela Unisys, que fornece serviços e soluções de tecnologia da informação.

De acordo com o levantamento, realizado a partir de entrevistas com 550 executivos de TI em todo o mundo, 139 empresas (25%) emergiram como líderes com base na sua eficácia de gestão dos recursos de TI para alcançar objetivos importantes de negócios. Segundo a Unisys, não surpreende que a amostragem tenha apresentado diferenças consideráveis entre as líderes e as demais na maneira como aplicam as práticas de TI e utilizam os relacionamentos de outsourcing para melhoria contínua, o que pode ser fundamental para prestar serviços de TI que atendam as metas de negócios.

O estudo mostra também que as organizações líderes concentram suas prioridades além da redução de custos – considerada, normalmente, o principal fator de negócios das melhores práticas de TI. Segundo a pesquisa, as líderes têm maior probabilidade de olhar para fora da organização e recorrer a parceiros de outsourcing para aperfeiçoar suas melhores práticas.

Prioridades de negócios

Os entrevistados classificaram os seguintes resultados de negócios como os mais desejáveis para suas organizações:

- Redução dos custos: mencionada por todos os entrevistados (74%); mencionada pelos líderes em TI (83%);

- Satisfação do cliente/vendas adicionais de serviços: mencionada por todos os entrevistados (73%); mencionada pelos líderes em TI (87%);

- Fidelidade/retenção de clientes: mencionada por todos os entrevistados (73%); mencionada pelos líderes em TI (87%);

- Aumento da agilidade de negócios (capacidade de reação a oportunidades/ameaças): mencionado por todos os entrevistados (73%); mencionado pelos líderes em TI (87%);

- Aumento da produtividade: mencionado por todos os entrevistados (73%); mencionado pelos líderes em TI (87%);

- Aumento do lucro: mencionado por todos os entrevistados (70%); mencionado pelos líderes em TI (86%).

Os 139 entrevistados líderes em melhores práticas de TI valorizam mais os resultados dirigidos aos clientes do que o total de participantes da pesquisa. Embora todas as empresas tenham classificado a redução de custos como um resultado importante, os líderes, segundo a Unisys, optaram pelos resultados de valor, entre os quais satisfação dos clientes/vendas adicionais, fidelidade/retenção de clientes e aumento da agilidade de negócios, como os prioritários.

De acordo com o estudo, é compreensível que os líderes em TI também tenham considerado o estímulo à inovação e à criatividade um resultado de negócios mais relevante do que o restante da amostra: 81% dos líderes consideraram esses resultados muito importantes, em comparação com apenas 52% dos demais.

Três melhores práticas.

Os líderes da pesquisa, mais amplamente do que as outras organizações no estudo, adotam três melhores práticas que consideram mais eficazes para usar a TI na promoção dos objetivos de negócios:

. Técnicas e ferramentas de gestão do conhecimento;

. Metodologias de modelagem para gerenciar o desenvolvimento de soluções; e

. Modelos inovadores de prestação de serviços, como software como serviço (SaaS, na sigla em inglês).

A tendência dos líderes em TI de se dedicar mais aos relacionamentos – o que fica aparente na sua alta classificação da satisfação e retenção de clientes como resultados importantes de negócios – se estende à maneira como as organizações prestam seus serviços, segundo a Unisys, para quem os líderes empregam um estilo diferente quando recorrem ao outsourcing. Eles afirmam que estabelecem parcerias com provedores externos para poder aproveitar o conhecimento desses parceiros na melhoria da prestação dos serviços, em vez de apenas tratá-los como fornecedores de um serviço.

Entre os líderes em TI, 48% disseram que seus parceiros de outsourcing aperfeiçoam as melhores práticas, em comparação com 39% das outras organizações.

A Unisys encomendou a pesquisa global de melhores práticas, que foi conduzida por meio da internet, no final de 2007, pelo IDG Research Services Group. Foram entrevistados 550 executivos de TI em quatro regiões: América do Norte, América do Sul, Europa e Ásia-Pacífico. As organizações representadas no estudo têm receitas superiores a US$ 1 bilhão nos Estados Unidos e a US$ 500 milhões no restante do mundo.

Revista TI INSIDE, 29 de maio de 2008

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Microsoft prolonga a vida do Windows XP

Decisão procura evitar um êxodo para o Linux em PCs de baixo custo

A Microsoft anunciou que permitirá a venda do Windows XP em computadores de baixo de custo até junho de 2010, mais de um ano depois do lançamento da versão mais recente do sistema operacional.

A decisão mostra que o Vista realmente emperra nos requerimentos de hardware. Para usar todos os seus recursos, a configuração mínima do PC é um processador de 1 GHz, memória de 1 GB e 40 GB de disco. Para o Windows XP Professional, as exigências são processador de 300 MHz, 128 MB de memória e disco de 1,5 GB.

A Microsoft define como computadores de baixo custo (ULCPCs, na sigla em inglês), sistemas que usam processadores de linhas que já foram descontinuadas e precisam de um cartão gráfico separado. Um exemplo é o Asus Eee PC, que roda Windows XP ou Linux e é vendido nos Estados Unidos por menos de US$ 400. Tais máquinas não conseguem rodar o Vista.

Sem o XP, fabricantes como a Asus seriam forçadas a oferecer apenas Linux em seus produtos. Esta é a situação que a Microsoft tenta evitar, principalmente considerando que a venda de computadores de baixo custo está crescendo nos mercados emergentes, como Índia, China e Brasil.

A Microsoft vai tirar o Windows XP das prateleiras para a maioria das fabricantes de PCs a partir de 30 de junho, apesar de alguns vendedores terem acesso ao produto até janeiro de 2009. A companhia espera que as vendas do XP representem 15% de sua receita de sistemas operacionais no atual ano fiscal, que se encerra em junho.

O Windows XP foi lançado no final de 2001. Geralmente, a Microsoft vende um sistema operacional por apenas quatro anos depois do lançamento. Mas os atrasos na estréia do Vista, que ocorreu em janeiro de 2007, forçaram a companhia a continuar vendendo o XP por mais tempo que o necessário. Agora, é o mercado quem o faz.

InformationWeek EUA, 4 de abril de 2008

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COM.BR com CPF
Registro.br, 13 de maio de 2008.